Caroço de abacate se transforma em talher no México

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Você deve estar se perguntando como isso é possível. Pois é, a empresa mexicana Biofase desenvolveu uma série de talheres feitos do caroço do abacate que se decompõe em 240 dias. Isso é muito pouco comparado a ao plástico que demora cerca de 450 anos. 🥑🥑🥑

A diferença é gritante. É muito difícil acharmos hoje um estabelecimento que não utilize nenhum material feito de plástico em seu dia-a-dia. As pessoas ignoram o mal que ele pode causar, mas essa empresa teve uma sacada muito bacana e criou esses talheres biodegradáveis.

O objetivo desses talheres não é substituir os feitos de plástico, até porque só podem ser usado uma única vez. Entretanto, os objetos despontam como uma boa alternativa para o comércio, que costuma usar o plástico e o descartar logo em seguida.

O segredo por trás dos talheres 🍴

A Biofase demorou cerca de um ano para conseguir criar os talheres biodegradáveis, sendo que seu maior desafio foi achar uma forma de os modelarem no formato que buscavam.

O caroço do abacate é o principal elemento que compõe os talheres. E o México é o responsável por cerca de quase 50% da produção de abacate do mundo. Então supõe-se que dá para fazer muitos talheres com o tanto de caroço que tem por lá, não é mesmo? 🥑

Desta forma, a empresa começou a coletar as sementes da fruta descartadas por outras companhias que fabricam guacamole ou óleo de abacate. Eles são rapidamente produzidos, possuem uma coloração creme ou bege, pois é a cor de dentro dessas sementes e quando armazenados em locais frescos e secos, o material permanece utilizável por 1 ano, aproximadamente.

Após esse período, o material começa a biodegradar e não deixa um resquício sequer para trás. Eles não agridem em nada o meio ambiente e além disso, contribuem para que as empresas comecem a incorporar a economia circular dentro de seus costumes. Onde o que é lixo para alguns, pode se tornar material de produção para outros. A Biofase também trabalha com os compostáveis.

Espero ter ajudado,
Maria Virou Eco. 

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