Greenwashing: cuidado com as marcas que se dizem sustentáveis!

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Muitas pessoas desconhecem o conceito do assunto do post de hoje, mas ele é MUITO importante para quem se preocupa com o meio ambiente e costuma fazer escolhas conscientes em relação a produtos comprados: o greenwashing.

Greenwashing é o termo que define a prática de corporações desonestas que se dizem sustentáveis e ecologicamente corretas, mas, na verdade, não são. O greenwashing, basicamente, descreve empresas que se utilizam da pauta da sustentabilidade como propaganda enganosa. Como sabem que sustentabilidade vende, usam-na a seu favor.

Uma pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IBEC) analisou, em cinco grandes redes de supermercado, entre dezembro de 2018 e fevereiro de 2019, as principais práticas de greenwashing atualmente.

Os parâmetros considerados foram sete: sem provas (apelo ambiental que não pode ser facilmente comprovado), troca oculta (apelo de que um produto é “verde” com base em um conjunto restrito de atributos, sem atenção a outras questões ambientais importantes), vagueza e imprecisão (apelo tão mal definido ou amplo que seu significado real é provavelmente mal entendido mal-entendido pelo consumidor), irrelevância (apelo ambiental que pode ser verdadeiro, mas não é importante ou não ajuda os consumidores que procuram produtos ambientalmente preferíveis), menor dos males (apelo que pode ser verdade dentro da categoria de produto, mas isso pode distrair o consumidor dos impactos ambientais maiores da categoria como um todo), lorota (reivindicações ambientais falsas) e adorando falsos rótulos (produto que, por meio de palavras ou imagens, dá a impressão de endosso de terceiros que não existe). 

A pesquisa encontrou 509 produtos com alegações sobre sustentabilidade. Destes, 67% (341 produtos) correspondiam à categoria higiene e cosméticos; 17% (89 produtos) à categoria limpeza e 16% (79 produtos) à categoria utilidades domésticas.

Resultado: 48% dos produtos analisados (243 produtos) praticam greenwashing, com destaque para a categoria “utilidades domésticas”. Em relação aos parâmetros, os números são: sem provas, 168 produtos; irrelevância, 129 produtos; vagueza e imprecisão, 65 produtos; adorando falsas etiquetas, 21 produtos; lorota, 21 produtos; troca oculta, 12 produtos; e menor dos males, seis produtos.

Coisa de louco, não é? Muitas vezes transitamos pelos supermercados, passamos os olhos pelos rótulos dos produtos, encontramos alguma informação que sugira ações sustentáveis e achamos que elas são verdadeiras. O greenwashing prova que o buraco é mais embaixo.

Mas como escapar, portanto, desta prática? Fique atento aos selos. São eles que certificam e comprovam metodologias e processos de fato ecológicos e sustentáveis. Cada selo possui um tipo de validação e eles são muito mais confiáveis que informações jogadas nos rótulos!

Vamos passar a procurar selos em vez de palavras? Assim, suas compras e escolhas se tornam sustentáveis de verdade. Não seja mais uma vítima do greenwashing – fique de olhos abertos! 

 

Um beijo e até a próxima,

Maria Virou Eco

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