Separar o lixo: opcional ou obrigatório?

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Acredito que todo mundo saiba da importância de separar o lixo, mesmo os que ainda não façam isso. Inclusive, muitas pessoas encaram essa questão como um problema, uma dificuldade e até um esforço em vão. Mas acredite em mim, a separação do lixo não é um bicho de sete cabeças e muito menos papo de gente chata.

 

Separar o lixo é obrigatório!

A coleta seletiva é, por lei, uma obrigação de todos municípios, de acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, mas sabemos quem nem sempre funciona, né? Quando esta coleta mínima existe, os resíduos recicláveis secos são transportados por galpões de triagem e, posteriormente, vendidos para a indústria de reciclagem. Os resíduos orgânicos se tornam adubos e os rejeitos são enviados aos aterros sanitários.

Hoje, a maneira mais comum de coleta seletiva é o porta-a-porta e por Pontos de Entrega Voluntária (PEVs). Se o caminhão da coleta seletiva não passa em frente à sua residência ou empresa recolhendo o lixo separado, você pode entregá-lo em um ponto fixo que a sua cidade disponibiliza. Ou seja, separar o lixo deve ser uma tarefa diária!

Se você mora em condomínio, aí a desculpa para não separar o lixo fica ainda pior. Segundo a lei nº 234, art. 12, inciso VII é obrigatório que os condomínios coloquem à disposição dos condôminos recipientes para a coleta seletiva. A obrigação do responsável pelo condomínio é disponibilizar lixeiras para dois tipos de lixo: orgânico e reciclável. Além, é claro, de informar quais os dias de coleta de cada um deles.

Qual a diferença entre lixo orgânico e reciclável?

É reciclável todo o resíduo descartado que podem ser reutilizado virando o mesmo produto de origem ou outros. Exemplificando melhor: papel, garrafa pet, latas de cerveja e refrigerante, canos, arame, isopor e vidro são alguns desses materiais destinados a essa lixeira específica. Importante ressaltar que o lixo deve estar seco!

O lixo orgânico é basicamente composto de restos de comida, tanto de origem animal quanto vegetal. Mas vale destacar que embalagens molhadas ou com restos de comida, também vão para este lixo. Não é muito difícil separar o lixo dessa maneira, é? E olha que estamos falando apenas entre separar o lixo orgânico do reciclável para a coleta seletiva.

Quais produtos não devem ir para o lixo?

Existem materiais que precisam de maneiras adequadas para serem descartados. Geralmente, a melhor opção é encontrar um ponto de coleta fixa da sua cidade. Estou falando de materiais como:

  • Lâmpadas fluorescentes – porque contêm mercúrio;
  • Cartuchos e toners;
  • Pilhas e baterias – porque também contêm mercúrio;
  • Eletrônicos: CPUs, monitores, cabos, teclados, TV, celular – podem conter chumbo, bromo, mercúrio e cádmio.

Você sabia?

  • Uma tonelada de papel reciclado economiza 10 mil litros de água e evita o corte de 17 árvores;
  • 100 toneladas de plástico reciclado economizam uma tonelada de petróleo;
  • Um quilo de vidro quebrado faz 1kg de vidro novo e pode ser infinitamente reciclado.
  • O vidro pode ser infinitamente reciclado.

Realmente, separar o lixo, mais do que uma obrigação, é uma questão de necessidade. Estamos falando sobre o planeta e a qualidade de vida que queremos para nós e para as futuras gerações. Você não precisa mudar drasticamente a sua rotina e nem fazer enormes sacrifícios, estou apenas falando sobre utilizar dois cestos de lixo e descartar corretamente em cada um deles. Não é demais, é?

Espero que tenha gostado do artigo. Continue acompanhando o blog, toda semana vou falar de assuntos que tenham impacto no mundo a partir de uma pequena atitude nossa. Se você perdeu o da semana passada, clique aqui e entenda mais sobre a “Quarta sem Carro”. Me siga também no instagram, você vai encontrar outras dicas por lá!

 

Até mais!

 

Maria Virou Eco

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